Vida Política - Miguel Urbano Rodrigues
Miguel Urbano Rodrigues pertence a uma geração que nasceu quando a 1ª República agonizava. O espírito de rebelião atirou-o para um prolongado exílio e foi na América Latina, na sua marcha por longo tempo incerta, que o jovem burguês, em busca de um sentido para a vida, se transformou lentamente no revolucionário que é.
Miguel Urbano sempre se opôs à ditadura fascista de Oliveira Salazar e encontrou inicialmente na escrita uma forma de combater o regime. Vigiado pela Censura, acabou por rumar para o Brasil, contratado pelo jornal “O Estado de São Paulo”. Aí aderiu ao Partido Comunista Português, aí participou activamente na luta antifascista, sendo um dos fundadores do jornal da Oposição ao Regime, o “Portugal Democrático”. Foi um dos apoiantes do “assalto ao paquete Santa Maria”, protagonizado pelo capitão Henrique Galvão; apoiou e manteve contactos com os Movimentos pela Independência das Colónias Portuguesas, fez parte das organizações de Amnistia aos Presos Políticos Portugueses. Regressado a Portugal logo após a Revolução de Abril, participou activamente na “construção” da democracia portuguesa, “dando o seu melhor” na defesa da Constituição de Abril. É seu, este belo texto sobre “a luta na imigração dos antifascistas portugueses contra a ditadura e o colonialismo”.








