Relatório de Actividades 2004 / 2007
Senhores Associados,
De acordo com a proposta de plano de actividades não do triénio mas sim dos últimos 4 anos, podemos dizer que os objectivos principais foram cumpridos apesar de dificuldades várias que houve que ultrapassar na acção directiva da Associação.
Das dificuldades encontradas é de salientar os problemas de saúde do director Adelino Rodrigues, presidente da direcção no exercício anterior e a minha própria ausência prolongada para o estrangeiro como presidente neste exercício, razões que efectivamente condicionaram a actividade directiva e a influência da A.R.E. de forma mais ampla, é exemplo disso as possibilidades de abertura de delegações que ficaram por criar, nomeadamente em Vendas Novas e Santarém.
Apesar dos momentos difíceis para levar a bom termo o trabalho regular da direcção e a actividade da associação, trabalho nem sempre conseguido como é exemplo a actualização do “site” da ARE ou a saída com melhor regularidade do boletim informativo “Reencontro”, a nossa organização consegui reforçar-se aumentando por todo o país o número dos seus membros.
É facto também, a importância dos recursos financeiros, recursos que sendo fundamentalmente próprios são insuficientes. A falta de meios financeiros condicionou igualmente a actividade da associação obrigando a direcção a uma constante contenção de gastos e a uma apertada escolha de iniciativas a realizar. Nesta área, em conformidade com o relatório de contas do exercício apresentado, conseguiu-se melhorar a tesouraria e consolidou-se a estabilidade financeira.
É, pois, neste contexto de carências, que se conseguiu neste período desenvolver algumas intervenções e acções que tiveram não só grande relevo mas também uma grande mobilização da direcção e dos associados para a sua concretização.
A acção mais marcante neste período foi sem dúvida a luta pelo direito ao acesso do Serviço Nacional de Saúde dos ex-emigrantes da Suíça. Cerca de 8 meses de acção da ARE para ver restabelecidos os direitos dos portugueses ex-emigrantes sem terem de pagar um seguro (que nós considerámos ilegal) para assegurar o acesso á saúde em Portugal.
Intervenções junto do Presidente da Republica, do 1º Ministro, do Ministro da Saúde, do Provedor de Justiça, da Assembleia da Republica, do Parlamento Europeu e também dos Governos Civis do Porto, Coimbra, Santarém, Setúbal, Évora, Beja, Leiria. Momentos fortes desta luta foram sem dúvida a concentração frente á Assembleia da Republica no dia 11 de Fevereiro 2004 com mais de 200 pessoas onde uma delegação foi recebida pela comissão parlamentar, a vigília de 4 dias frente ao Ministério da Saúde em Abril de 2004 e o restabelecimento dos direitos no dia 1 de Junho 2004.
A participação da ARE no projecto “Memoires d’Europe” filhos da emigração, projecto em parceria financiado com o apoio da Comissão Europeia que decorreu de Dezembro 2003 a Setembro de 2006 foi um longo trabalho que envolveu muitos meios humanos e materiais. Não posso deixar de referir que esta acção tornou-se realidade graças ao empenho e trabalho de coordenação da nossa companheira Annick Paixão, muitas reuniões de trabalho algumas delas com parceiros do projecto com o imperativo de deslocações a Bruxelas. O projecto concretizou-se e está disponível no “site” da ARE.
Em Outubro de 2004 em Remich no Luxemburgo, a ARE esteve representada e participou nos dois dias nos trabalhos do Encontro das Comunidades Portuguesas na Europa organizado pela OGB-L e pela CGTP Intersindical.
Em Novembro de 2004 em Vendas Novas, a ARE organizou um almoço convívio com muitos dos novos associados que estiveram presentes na luta dos ex-emigrantes da Suíça tanto na Assembleia da República como na vigília do Ministério da Saúde.
No ano 2005, a direcção da associação deliberou e decidiu aderir à Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio.
Em Agosto 2006, em Lisboa, a ARE deu apoio e participou activamente na manifestação dos ex-militares emigrados que lutam pelo direito de integração dos anos de serviço militar nos anos de descontos de reforma.
Em Agosto 2007, em Lisboa, a ARE com o apoio das comissões das comunidades locais no estrangeiro, organizou a concentração contra as medidas do Governo de encerramento dos consulados. Foi uma acção notável que mobilizou toda a associação não só na mobilização mas também na colocação de faixas de norte a sul do País.
Durante estes 4 anos, a delegação de Grândola sob a responsabilidade dos directores nacionais e responsáveis locais os nossos companheiros Annick e Mariano Paixão mantiveram a sua actividade regular, com destaque para a prática do jogo da petanca. A ARE em Grândola desenvolveu este desporto, tem equipas federadas, participa nos torneios da federação na sua zona geográfica e organiza os seus próprios torneios.
Concluindo, sem nomear outras tantas acções ou intervenções de menor relevância, que submetemos à apreciação dos senhores associados o relatório de actividade dos anos 2004/05/06/07. Não há razão para dramatizar a situação, pois soluções serão encontradas para melhorar a intervenção da ARE. Com a compreensão e colaboração de todos é possível a ARE continuar a progredir e a intensificar a sua intervenção de acordo com os princípios e vocação que todos conhecem.
Março 2008
O Presidente
José Pereira








