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| Acesso
ao Serviço Nacional de Saúde |
| Portugueses
regressados da Suíça voltam a manifestar-se junto do Ministério
da Saúde |
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| 2004-03-31
11:00:10 |
| Lisboa
- A presença diária junto do Ministério da Saúde, em Lisboa,
já na próxima semana, é o próximo passo da luta dos
ex-emigrantes pensionistas da Suíça pelo acesso ao Serviço
Nacional de Saúde (SNS). Apoiados pela Associação de
Reencontro dos Emigrantes (ARE), estes cidadãos têm vindo a
apresentar o problema aos diferentes órgãos de soberania
(Governo, Assembleia da República e Presidente da República),
não tendo ainda obtido uma resposta «concreta e esclarecedora»,
sublinham. |
Vários milhares de portugueses
(mais de 6 mil) que regressaram da Suíça dizem continuar a
sentir-se «discriminados» por lhes ter sido retirado o direito
à assistência médica (SNS) «a não ser que tenham um seguro
de doença em companhias suíças», lê-se num comunicado da
ARE enviado às redacções.
Depois de terem enviado cartas aos ministros da Saúde e da
Segurança Social e Trabalho, bem como ao primeiro-ministro e ao
Presidente da República, de se terem concentrado junto da
Assembleia da República, de terem ido ao Ministério da Saúde
e aos Governos Civis em vários distritos, apresentando
igualmente uma queixa ao provedor de Justiça, os ex-emigrantes
decidiram agora reiterar os protestos junto do Governo português,
que acusam de continuar «mudo e quedo» face a esta questão.
De 5 a 8 de Abril, delegações de ex-emigrantes na Suíça,
residentes em vários pontos de Portugal, vão concentrar-se em
frente ao edifício onde funciona o gabinete do ministro da Saúde,
em Lisboa, para reclamar que lhes seja transmitida «uma
resposta concreta e clara quanto ao seu direito à assistência
médica em plano de igualdade com todos os portugueses sem
estarem dependentes dos caríssimos seguros da Suíça»,
explica a ARE.
Assim, na próxima terça-feira, dia 5, estarão presentes junto
do Ministério da Saúde os residentes nos distritos de Santarém
e Leiria; no dia 6, os residentes nos distritos do Alentejo; dia
7, os residentes no distrito de Coimbra e outros das Regiões
Centro e Norte; e no dia 8, quinta-feira, os residentes nos
distritos de Lisboa e Setúbal.
Nestas concentrações, irão reclamar «o direito de resposta
aos sucessivos questionamentos que vêm colocando a todos os órgãos
competentes do poder político, para além da questão de fundo
que é o seu direito à saúde», já que, até ao momento,
lembra a associação, não obtiveram «uma resposta concreta e
esclarecedora» da situação relativamente ao direito de acesso
ao SNS.
«Desculpas com ‘a legislação europeia’ ou com o acordo
entre a União Europeia e a Suíça não nos convencem. Não
aceitamos que uma qualquer decisão de um ‘comité misto
composto por eurocratas que não elegemos e que não nos
perguntou nada a este respeito’, venha sobrepor-se aos
direitos que os portugueses têm consignados na Constituição
da República», avisa ainda a ARE.
Ao abrigo de um acordo internacional assinado entre o Estado suíço
e a União Europeia (UE), segundo o qual qualquer cidadão da UE
reformado na Suíça é obrigado a aderir a um seguro de saúde
naquele país. Os pensionistas suíços que residem em Portugal
têm, por isso, que se inscrever num dos vários sistemas
privados de saúde suíços, que assume a responsabilidade pela
sua assistência médica, suspensa pelo Estado português desde
1 de Junho.
(c) PNN - agencianoticias.com
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